Erundina diz não acreditar que Maluf ficará em 2º plano na campanha

Para deputada, ex-prefeito vai usar tempo de TV agregado pela adesão do seu partido à candidatura Haddad para valorizar própria participação na campanha

estadão.com.br,

21 de junho de 2012 | 09h00

SÃO PAULO - "Invasivo" e "expansivo", o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) não ficará em segundo plano na campanha de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de SP. A afirmação é da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), ex-candidada a vice-prefeita na chapa do petista, em entrevista à rádio EstadãoESPN na manhã desta quinta-feira, 21.

Apesar disso, a ex-prefeita de São Paulo (1989-1993) garante quer vai apoiar Haddad, "o melhor candidato". Ela considera que, fora da vice, terá mais condições de participar da promoção do petista. "Se eu continuasse na chapa, ia ter que passar a campanha inteira explicando porque estava com Maluf".

Erundina deixou a chapa após o anúncio de que o malufista PP  faria parte da aliança de legendas que apoia Haddad. "Ter uma figura nefasta como Paulo Maluf em qualquer ambiente constrange", disse Erundina, que é colega do ex-prefeito na Câmara dos Deputados.

À rádio EstadãoESPN, ela voltou a criticar o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, que, para selar o acordo, foi com o apadrinhado Haddad à casa de pepista, onde posaram para fotos. "A ida do Lula à casa do Maluf por exigência dele [Maluf] é absolutamente incompreensível do ponto de vista da coerência; me deixou sem condição de compor essa chapa", argumentou Erundina. "A sociedade entendeu meu gesto e aprovou."

Barganha. Para Erundina, o tempo de TV que a adesão do PP adicionou à propaganda de Haddad - 1 minuto e 35 segundos, que devem fazer dele o aspirante à Prefeitura com mais tempo na televisão - não justifica a aliança.

Ela criticou ainda a "barganha" feita por Maluf na negociação do apoio. Lembrou que o Governo Federal nomeou um indicado do deputado a um cargo no Ministério das Cidades em troca da adesão. "Isso não é bom", destacou.

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