'Erros acontecem em todos os governos', afirma Dilma

A candidata do PT à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, reconheceu na noite de hoje (18) que erros acontecem em todos os governos, mas afirmou que o essencial é a atitude que se toma em relação a eles. A declaração da candidata, dada em entrevista ao "Jornal Nacional", da Rede Globo, referia-se ao episódio do afastamento da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, investigada por denúncias de tráfico de influência. A petista alegou que não dá para saber se uma pessoa irá errar. "Erros e pessoas que erram acontecem em todos os governos", disse. "Ninguém controla o governo inteiro." Erenice foi o braço direito de Dilma enquanto esteve à frente da pasta.

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

18 de outubro de 2010 | 21h25

"As pessoas podem errar em vários momentos, não dá saber se a pessoa vai errar a priori, mas tem de haver punição", disse a petista, que reafirmou ser contra o nepotismo. A candidata do PT lembrou que a Casa Civil formou uma comissão de sindicância para a apurar o caso e criticou o governo do PSDB em São Paulo que, segundo ela, não puniu Paulo Vieira de Souza, ex-diretor de engenharia da Dersa investigado pela Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal. "Há uma diferença entre nós e o meu adversário", afirmou. "Há uma diferença entre quem pune e quem acoberta e não pune."

A petista reafirmou ser contrária à mudança da atual legislação sobre o aborto, mas ressaltou que não se pode ignorar os cerca de 3,5 milhões de mulheres que recorrem a essa prática. "O presidente não pode fingir que não existem milhões de mulheres que recorrem ao aborto", afirmou. "Nós estamos falando para prevenir, para que não haja o aborto", defendeu. A candidata do PT se posicionou ainda contrária à realização de um plebiscito sobre a questão. "Seria ruim porque dividiria o País e não levaria a um forma de acordo, de consenso", afirmou.

Perguntada, Dilma confirmou que o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) a procurou para contribuir com sua campanha. A petista reafirmou que tem com o parlamentar uma relação "muito longa" e minimizou o fato de ele ter criticado a aliança do PT com o PMDB quando a candidatura dele ao Palácio do Planalto foi preterida pelo PSB. "Eu sempre disse que respeitava e entendia que naquele momento ele estava magoado pela circunstância", afirmou.

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