'Erro do IBGE mostra governo atrasado que tem medo da realidade' diz vice de Marina

Beto Albuquerque comparou falhas às contabilidades criativas feitas pelo governo para cumprir as metas fiscais no superávit primário

Gustavo Porto, enviado especial, O Estado de S. Paulo

20 de setembro de 2014 | 11h26

CAMPINAS - O deputado federal e candidato a vice-presidente da República, Beto Albuquerque (PSB), afirmou neste sábado, 20, que o erro do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), divulgada ontem, retrata "o tipo de governo atrasado que tem medo de encarar a realidade como ela é e prefere prestigiar o Brasil hollywoodiano que está na propaganda eleitoral do governo do PT".

O candidato lembrou ainda do recente erro do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na pesquisa sobre a tolerância social à violência e comparou as falhas às contabilidades criativas feitas pelo governo para cumprir as metas fiscais no superávit primário. "Do governo da presidente Dilma eu não me surpreendo mais nada e até as instituições de pesquisa como Ipea e o IBGE são guindadas a fórceps a alterar dados. Não bastava o Arno Augustin (secretário do tesouro) a alterar a contabilidade do governo, agora os institutos de pesquisa estão nessa", afirmou.

Em pronunciamento durante 3º Fórum Nacional de Agronegócios, em Campinas (SP), Albuquerque criticou a política econômica do governo federal, disse que serão necessárias mudanças logo no início do próximo governo "sem que o carro pare de andar" e citou as reformas tributária e política como necessárias. "O País está instável, mal-humorado e sem perspectivas, dado a um sem número de contabilidade criativas, cujos dados são mudados de um dia para o outro quando não agradam o governo", concluiu. 

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