Ermírio completa 33 anos na presidência do Beneficência Portuguesa

O empresário Antonio Ermírio de Moraes, 75 anos, presidente do Conselho de Administração do Grupo Votorantim, completou hoje 33 anos como presidente da Beneficência Portuguesa, um dos maiores hospitais do País, em que 60% do atendimento é destinado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Ele disse que "completa este serviço voluntário com prazer e que fica satisfeito com a perspectiva de sempre estar ajudando as pessoas, oferecendo um serviço de qualidade". Ele anunciou que já está em construção o bloco 6 do Beneficência onde serão investidos cerca de US$ 20 milhões, e que ficará pronto dentro de 1 ano.Ermírio lembra que há 33 anos seu pai, o senador José Ermírio de Moraes Filho, pediu para que ele se tornasse presidente da Beneficência para dar continuidade ao serviço que ele prestava na instituição. "Eu aceitei, porque era um pedido do meu pai. Cheguei a falar que sairia depois, mas não consegui. Gostei de prestar serviço ao Beneficência", disse. O empresário passa todas as manhãs pelo hospital, antes de seguir para a sede do Grupo Votorantim, na Praça Ramos de Azevedo, no Centro da cidade. No final do dia, ele volta ao Beneficência para despachos e acertos de contas, ou reuniões de diretoria. Ermírio diz com satisfação que a Beneficência tem uma área construída de 150 mil metros quadrados, com 5000 funcionários e 58 salas de cirurgia. "Vamos ampliar este número com o novo bloco em construção. E a área também será ampliada em mais 20 mil metros quadrados", disse.Um outro balanço que fêz do hospital, mostrou que durante o mês de março ali foram realizadas 2.600 ressonâncias magnéticas; e 2.200 tomografias computadorizadas. "Mas devemos ampliar isto com o novo bloco, que terá áreas de internamento e de exames. Sem dúvida vai permitir que se tenha melhores condições do que hoje. Sempre buscamos melhorar a qualidade no atendimento", afirmou.Ele explicou ainda que o Beneficência realiza de 15 a 20 transplantes por mês, sendo que hoje a maior parte diz respeito a transplantes de rins ou figado. Houve uma diminuição nos transplantes de coração, porque faltam doadores, infelizmente. Temos 1000 médicos trabalhando, além de outros que realizam cirurgias por aqui. Também temos uma faculdade de formação de enfermeiras. Tudo é feito, como já falei, para melhorar a qualidade no atendimento".

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