Erenice pede para ser investigada pela Comissão de Ética Pública

'Veja' denunciou suposto caso de lobby e tráfico de influência protagonizado pelo filho da ministra

Agência Estado,

13 de setembro de 2010 | 12h54

BRASÍLIA - A ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, pediu na manhã desta segunda-feira, 13, à Comissão de Ética Pública da Presidência da República a imediata abertura de investigação sobre a sua conduta em relação às notícias publicadas pela revista Veja desta semana.

 

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Em nota enviada à imprensa, a assessoria da ministra informa que Erenice fez o pedido por meio de ofício encaminhado ao presidente da Comissão, José Paulo Sepúlveda Pertence. No documento, ela diz que, se necessário, abre mão dos seus sigilos bancário, telefônico e fiscal, e também de seu filho Israel Guerra.

 

A reportagem da revista Veja traz a denúncia de que Israel Guerra, filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, fez lobby para empresas aéreas com interesses na obtenção de contratos com os Correios. Segundo a revista, o lobby teria rendido ao filho de Erenice uma comissão de cerca de R$ 5 milhões. Na ocasião, a Casa Civil era chefiada por Dilma Rousseff, e Erenice ocupava o posto de secretária executiva, atuando como principal auxiliar da hoje candidata do PT ao Planalto.

 

Leia abaixo a íntegra do ofício:

 

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