Erenice Guerra rebate reportagem e põe sigilos à disposição

De acordo com reportagem, ministra montou no Palácio do Planalto uma central de lobby por meio da empresa de consultoria de seu filho

Estadão.com.br,

11 Setembro 2010 | 15h54

A ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra divulgou nota neste sábado, 11, rebatendo as informações divulgadas pela matéria da revista Veja desta semana e informa que estão à disposição seu sigilo fiscal, bancário e telefônico, assim como o de seus familiares.

 

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De acordo com a reportagem, ela montou no Palácio do Planalto uma central de lobby por meio da empresa de consultoria de seu filho, Israel Guerra, que cobrava de empresários interessados em fazer negócios com o governo uma taxa de propina de 6%.

 

A revista afirma que o empresário paulistano Fábio Baracat, que teria realizado um desses negócios, encontrou-se com Erenice quatro vezes para fechar um negócio de transporte aéreo com os Correios.

 

Ele afirmou à revista que a ministra pediu propina para "saldar compromissos políticos". Segundo Erenice, a matéria é "caluniosa".

 

Abaixo, a íntegra da nota:

 

"Sobre a matéria caluniosa da revista VEJA, buscando atingir-me em minha honra, bem como envolver familiares meus, cumpre-me informar:

 

1) Procurados pelo repórter autor das aleivosias, fornecemos - tanto eu quanto os meus familiares - as respostas cabíveis a cada uma de suas interrogações. De nada adiantou nosso procedimento transparente e ético, já que tais esclarecimentos foram, levianamente, desconhecidos;

 

2) Sinto-me atacada em minha honra pessoal e ultrajada pelas mentiras publicadas sem a menor base em provas ou em sustentação na verdade dos fatos, cabendo-me tomar medidas judiciais para a reparação necessária. E assim o farei. Não permitirei que a revista VEJA, contumaz no enxovalho da honra alheia, o faça comigo sem que seja acionada tanto por DANOS MORAIS quanto para que me garanta o DIREITO DE RESPOSTA;

 

3) Como servidora pública sinto-me na obrigação, desde já, de colocar meus sigilos fiscal, bancário e telefônico, bem como o de TODOS os integrantes de minha família, à disposição das autoridades competentes para eventuais apurações que julgarem necessárias para o esclarecimento dos fatos;

 

4) Lamento, por fim, que o processo eleitoral, no qual a citada revista está envolvida da forma mais virulenta e menos ética possível, propicie esse tipo de comportamento e a utilização de expediente como esse, em que se publica ataque à honra alheia travestido de material jornalístico sem que se veicule a resposta dos ofendidos.

 

Brasília, 11 de setembro de 2010.

 

Erenice Guerra

 

Ministra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República."

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