Erenice ainda mantém cargos no BNDES e na Eletrobras

Quatro dias depois de ter sido obrigada a pedir demissão da Casa Civil, Erenice Guerra mantém cargos no conselho da Eletrobras, da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e também no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - órgão que está no centro do suposto esquema de lobby e tráfico de influência que teria sido montado por Israel Guerra, filho da ex-ministra, que motivou a queda de Erenice.

CAROL PIRES, Agência Estado

20 de setembro de 2010 | 19h43

Com salário de R$ 5.122 mensais para participar de uma reunião a cada três meses, Erenice Guerra ocupa uma das onze vagas no Conselho de Administração do BNDES, sob indicação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, comandado por Miguel Jorge.

Erenice fazia parte do Conselho Fiscal do BNDES desde abril de 2008. No dia 13 de maio último, o Diário Oficial informou a exoneração dela desta vaga e a nomeação, no mesmo dia, para um conselho mais importante dentro do banco, o de Administração. Substituiu ali vaga deixada pela candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. O decreto é assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mesmo depois da demissão da Casa Civil, Erenice Guerra também aparece como conselheira de administração da Eletrobras e da Chesf, com gratificação de R$ 3,8 mil para participar de uma reunião mensal. Na Chesf, as reuniões também ocorrem mensalmente.

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