Era pós-Lula inquieta PT e desafia Dilma

Oito anos depois de eleger um presidente que passava a mão na cabeça de seus companheiros, chamados por ele de "meninos", o PT não esconde a inquietação sobre como será o pós-Lula. Com Luiz Inácio Lula da Silva fora do Palácio do Planalto e sem diálogo com a presidente Dilma Rousseff, dirigentes e parlamentares do partido temem dificuldades no relacionamento.

AE, Agência Estado

01 de janeiro de 2011 | 11h34

Em 30 anos de trajetória, é a primeira vez que o PT não terá seu criador como figura central do projeto de poder. Representante do lulismo, que nem sempre está em sintonia com o petismo, Dilma é novata no PT e, antes de ser candidata, nunca havia participado de seus congressos.

Egressa do PDT de Leonel Brizola, ela tem apenas dez anos de filiação e, no mosaico das forças internas, define-se como "independente". É muito próxima do presidente do PT, José Eduardo Dutra; de Antonio Palocci, escolhido para chefiar a Casa Civil, e de José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça. Tem amigos no PT do Rio Grande do Sul e bom trânsito na corrente Democracia Socialista (DS), mas não sabe nem mesmo o nome de todas as tendências.

Insatisfeito com a montagem do ministério, um grupo de petistas já começa a se mexer para pressionar Dilma a abrir mais vagas para o partido e quer discutir os rumos do novo governo. A batalha, agora, é por cargos em poderosas empresas estatais e bancos públicos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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