''Era dever falar ao presidente o que tinha falado ao diretor-geral''

Em entrevista ao Estado, o ex-diretor de Recursos Humanos do Senado Ralph Siqueira nega ter inserido secretamente os atos secretos no sistema de publicação do Senado. E confirma ter informado o presidente José Sarney: "Era meu dever falar ao presidente o que já tinha falado ao diretor-geral."O que foi comunicado ao presidente da Casa, José Sarney?Logo no início, fui e falei com ele, entre 28 e 29 maio. De vez em quando, despachava com ele. Comuniquei que havia sido nomeada essa comissão da qual eu participava e que havia indícios de omissão deliberada. Era meu dever falar ao presidente o que já tinha falado ao diretor-geral. Ele disse para investigar tudo. O primeiro-secretário já sabia de um ato que elevava a remuneração dos chefes de gabinete administrativos. E comuniquei isso ao presidente. Ele disse que iria providenciar a anulação desse ato. O sr. o avisou da publicação?Nesse despacho, eu disse que esses atos tinham sido disponibilizados na rede. Ele sabia.Essa sua iniciativa de publicar os atos não parece uma forma de tentar legalizá-los, escondê-los?Não sabia que eram secretos. Hoje é muito fácil chegar a essa conclusão. Se pudesse voltar no tempo, não faria dessa forma, não sabia o que iria desencadear. Achei que era meia dúzia de probleminhas. Achei que, por algum erro técnico, não estivessem disponibilizados. Não teme ser punido por isso?Estou sendo penalizado por ter revelado, não por ter omitido ou feito algo. A minha intenção era dar acesso aos destinatários.

, O Estadao de S.Paulo

15 de agosto de 2009 | 00h00

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