Era consenso que parceria em Pasadena era bom negócio, diz ex-gerente da Petrobrás

Em depoimento à CPI que investiga denúncias de corrupção na estatal, Luis Carlos Moreira da Silva afirmou que empresa tinha relação de 'ganha-ganha' com sócia na compra de refinaria americana

Ricardo Brito, Agência Estado

03 Junho 2014 | 12h24

 BRASÍLIA - O ex-gerente-executivo Internacional da Petrobrás Luis Carlos Moreira da Silva afirmou nesta terça-feira, 3, que a estatal tinha uma relação de “ganha-ganha” com a Astra Oil, sua sócia na compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). “Havia um consenso de que a parceria seria um bom negócio”, afirmou ele, em depoimento à CPI da Petrobrás do Senado.

O ex-gerente disse que cuidava da área responsável pela operação que resultou na compra de Pasadena. Segundo ele, desde que chegou à área, em 2003, a estatal já tinha uma lista de 10 refinarias para comprar fora do País. Depois, afirmou que a lista ficou em três, uma das quais era a de Pasadena. “Nosso objetivo era adquirir uma refinaria para fazer o refino”, afirmou.

Moreira da Silva citou três vantagens para comprar parte de Pasadena: a sócia, a Astra Oil, era um trading, vocacionada apenas na compra de produtos; Pasadena está conectada ao oleoduto que ligava as cidades norte-americanas de Houston a Nova York; e a refinaria tinha espaço para ser ampliada. "Era um casamento (certo)", destacou.

O ex-gerente disse que visitou, juntamente com uma comitiva, a refinaria durante as negociações de compra. Segundo ele, as conclusões da visita eram de que Pasadena estava "adequada" para a compra, embora tivesse padrões de conservação diferentes das refinarias brasileiras. "A Petrobrás sempre teve a preocupação de revisar as unidades, mesmo as paradas", afirmou.

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