Equipe de Haddad sugere reduzir áreas de estacionamento nas ruas do centro

Medida pode ampliar calçadas e facilitar implantação de ciclovias, diz urbanista Álvaro Puntoni

Bruno Boghossian, do estadão.com.br,

05 de maio de 2012 | 15h16

SÃO PAULO - A equipe do pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, sugeriu a redução das áreas de estacionamento nas ruas do centro da capital paulista para reorganizar o trânsito da região. Depois de participar de um seminário sobre desenvolvimento urbano na manhã deste sábado, 5, Haddad afirmou que a ideia pode ser aproveitada em seu programa de governo.

"Isso foi tentado em São Paulo em algumas localidades e, se for feito de maneira pontual e parcimoniosa para reorganizar a gestão do trânsito, ela pode ser aproveitada", afirmou o pré-candidato petista.

A proposta foi apresentada pelo arquiteto e urbanista Álvaro Puntoni, que será um dos responsáveis pela elaboração do plano de governo de Haddad na área.

"Por uma simples medida como essa, você automaticamente amplia as calçadas e pode implantar ciclovias. Valeria a pena fazer experiências na área central", disse.

Haddad participou do encontro com arquitetos e urbanistas como Ruy Ohtake, Raquel Rolnik e Nabil Bonduki. O petista ouviu de seus colaboradores críticas à especulação imobiliária, ao desenvolvimento urbano baseado no consumo e principalmente à gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD).

O arquiteto Ruy Ohtake propôs o desenvolvimento de uma "operação urbana social" ao longo de eixos da zona leste, como a Avenida Aricanduva, a Avenida Jacu-Pêssego e a linha vermelha do metrô. Ele defende que os empreendedores interessados em construir edifícios nessas áreas façam, nos andares térreos, equipamentos sociais como crecher, pequenas escolas e áreas de convivência.

Haddad afirmou que sua campanha não pretende se afastar construtoras e empresas interessadas em desenvolver empreendimentos imobiliários em São Paulo, mas afirmou que a Prefeitura deve exercer um papel de "regulação" no crescimento da cidade.

"Quando não há uma regulação, você tem a expansão caótica. Regiões que estão recebendo investimentos já estão saturadas e outras regiões que deveriam estar recebendo estímulos não estão sendo atendidas", disse o pré-candidato.

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