Juca Varella/Divulgação
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Equador anuncia que vai investigar contratos da Odebrecht no país

'Ordenei o início de auditorias em todos os processos de contratação que o Estado equatoriano teve com a Odebrecht', disse o controlador-geral do Estado equatoriano, Carlos Pólit

O Estado de S. Paulo

24 de junho de 2015 | 20h25

Quito - O Equador determinou auditorias sobre todos os contratos da empresa Odebrecht com o governo equatoriano e também que se investiguem os funcionários do país que trataram com a companhia brasileira, disse nesta quarta-feira, 24. o controlador-geral do Estado equatoriano, Carlos Pólit.

"Ordenei o início de auditorias em todos os processos de contratação que o Estado equatoriano teve com a Odebrecht", disse Pólit em declarações divulgadas pela emissora Teleamazonas. A autoridade pediu também uma investigação dos funcionários equatorianos responsáveis por esses contratos.

"Temos mais de 30 ou 40 funcionários que estão envolvidos nas questões dos contratos, muitos já encerrados e outros ainda em execução", afirmou Pólit. Não foi divulgado o número de contratos em análise.

A medida foi adotada após, na semana passada, o presidente da Odebrecht e outros quatro executivos da empresa terem sido detidos, junto com o presidente da Andrade Gutiérrez - outra importante empreiteira brasileira - e diretores dessa empresa, acusados de subornar funcionários da estatal petrolífera Petrobras. 

O procurador-geral do Equador, Galo Chiriboga, afirmou que "estamos trabalhando em conjunto as duas promotorias", referindo-se também à brasileira. Segundo ele, espera-se que "o Brasil nos dê qualquer indício que possa representar a realização de um delito no Equador".

Em território equatoriano, a Odebrecht realizou grandes projetos, como a hidrelétrica San Francisco, o projeto de irrigação Santa Elena e o duto Pascuales-Cuenca, entre outros.

As autoridades equatorianas e outros 150 graduados funcionários de organizações de fiscalização e controle de Europa, América Latina e Caribe participam em Quito de um encontro desses organismos./ COM INFORMAÇÕES DA ASSOCIATED PRESS

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