Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Episódio de Cid foi 'incidente político grave', diz Mercadante

Chefe da Casa Civil afirmou que bate-boca entre ex-ministro e parlamantares na Câmara prejudicaria a permanência dele na pasta

Erich Decat, O Estado de S. Paulo

19 de março de 2015 | 15h11

Brasília - O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, considerou a reação do agora ex-ministro da Educação Cid Gomes um "incidente político grave". Ele disse que a permanência do colega prejudicaria o próprio MEC. Mercadante se negou a comentar uma possível saída dele da Casa Civil - ele tem sido alvo de especulações e de fogo amigo de setores do PT. Questionado sobre uma possível ida para o MEC, Mercadante se negou a comentar. "Tenho trabalho demais", disse.

"É da vida pública, é da democracia, tivemos um incidente político grave. Evidentemente prejudicaria muito o MEC a permanência do ministro depois da sessão que vimos ontem", disse Mercadante, nesta quinta-feira, 19, após participar de premiação na embaixada da Espanha, em Brasília. O ministro se referiu ao bate-boca entre Cid e os parlamentares na quarta, em sessão no plenário da Câmara. Cid chegou a dizer ao presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que prefere “ser acusado por ele de mal educado do que ser como ele, acusado de achaque”. 


Sobre a indicação de um novo ministro para o lugar de Cid, Mercadante afirmou que compete à presidente escolher. "Ele (Cid) tomou a iniciativa de pedir demissão para a presidenta e compete a ela agora indicar", afirmou. "Tenho certeza de que ela fará a melhor escolha".

Após o episódio, Mercadante descartou a possibilidade de o PROS deixar a base aliada do governo. "Todo mundo sabe que a saída do ministro foi em função do incidente de natureza política e pessoal. Não tem nenhuma relação com o governo".

Datafolha. Na avaliação do ministro, o ambiente conturbado no campo da política se deve em parte ao clima de terceiro turno instalado após as últimas eleições. Mercadante, no entanto, considerou que o governo precisa ficar atento ao clamor da sociedade. "Governo tem que ler as pesquisas de opinião com humildade, coragem e firmeza", afirmou.

Apesar de dizer que o governo precisa ouvir as críticas, Mercadante afirmou que o governo não pode ser cobrado pelas promessas feitas durante a campanha com apenas dois meses do início da nova gestão. "Discurso de campanha é para quatro anos", disse.

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