Envolvidos em escândalos são favoritos para CCJ

PT, por exemplo, pode indicar um dos réus do esquema do mensalão por corrupção passiva

O Estado de S.Paulo,

02 de fevereiro de 2011 | 20h55

BRASÍLIA - Apontadas como as mais importantes da Câmara e do Senado, as Comissões de Constituição e Justiça (CCJs) de ambas as Casas podem ser comandadas por parlamentares cujos nomes foram citados em escândalos recentes de corrupção.

 

Para a CCJ da Câmara, o PT ainda não bateu o martelo, mas o mais cotado é o deputado João Paulo Cunha (SP). Ele é um dos réus do esquema do mensalão por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, no processo que está em análise no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

No Senado, o PMDB escolheu Eunício Oliveira (CE), que teve seu nome e de uma de suas empresas citados no inquérito da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. A PF suspeita que uma empresa do senador teria se beneficiado do esquema que desviou dinheiro público e distribuiu propinas no Distrito Federal, no escândalo do mensalão do DEM.

 

Troco

 

Segundo maior partido da Câmara, o PMDB se prepara para montar uma barricada na Comissão de Saúde da Casa. Desalojados do Ministério da Saúde pelo PT, os peemedebistas decidiram que vão reivindicar essa comissão para o ex-ministro Saraiva Felipe (MG), surpreendendo os petistas.

 

Os partidos costumam ficam com as comissões permanentes correspondentes aos ministérios que ocupam. "A bancada de Minas é a segunda maior do PMDB e os oito deputados resolveram indicar o ex-ministro para a comissão", disse ontem o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN).

 

Os petistas esperavam que os peemedebistas optassem pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, considerada a segunda mais importante da Casa. "Se for assim, vamos ficar com as duas comissões mais importantes da Câmara"’, observou o deputado André Vargas (PT-PR). Além da Saúde, o PMDB vai pleitear as Comissões de Minas e Energia e Agricultura - ambos os ministérios são ocupados pelo partido.

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