Envio de tropa especial ao Rio não está definido, diz general

A tropa especial do Exército que está sendo treinada em Goiânia, e que poderá ser usada em ações de combate ao narcotráfico no Rio de Janeiro, está preparada para agir contra o terrorismo ou contra qualquer ameaça que exija resposta rápida do Brasil, e não apenas emações urbanas, explicou o comandante da Força, general Francisco Albuquerque. ?A razão principal dela é o emprego em situações de defesa da soberania?, disse Albuquerque, após comandar neste domingo a cerimônia de troca da bandeira, na Praça dos Três Poderes. Mas o general ainda não confirma o envio dessa tropa ao Rio. Segundo ele, o assunto ainda está sendo discutido no governo federal, e é prematuro discutir se ela vai ser acionada e em que condições. ?O presidente é o comandante das Forças Armadas e nós cumprimos as decisões do presidente da República?, afirmou o general.Desvio de armas - Em relação ao desvio de armas dos arsenais militares, Albuquerque disse que o problema existe mas é residual. ?A impressão que deixa é de que esse desvio é em grande quantidade, mas nós fizemos um levantamento estatístico e não é assim. É claro que casos acontecem, mas não nessas proporções.? O comandante disse que o desaparecimento de cinco pistolas alemãs Glock, compradas pelo Palácio do Planalto para a segurança presidencial está sendo investigado pelas autoridades, e terá o auxílio de oficiais do Exército que trabalham na Presidência. ?Está sendo verificado, e não adianta querer adiantar antes das investigações serem feitas?, esquivou-se. As armas, que faziam parte de um lote maior, sumiram no ano passado, no trajeto entre a Alemanha e o Rio de Janeiro, num vôo que passou antes por São Paulo. O Gabinete Institucional da Presidência, responsável pela compra das pistolas, não quis sepronunciar. A investigação está sendo feita pela Polícia Federal em São Paulo.

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