Envergonhado com PT, Arns anuncia que quer se desfiliar

Senador vai esperar decisão da justiça determinando se o mandato é seu ou do partido

Carol Pires, AE

19 de agosto de 2009 | 18h11

O senador Flávio Arns (PT-PR) anunciou no final da tarde desta quarta-feira, 19, que pedirá à Justiça Eleitoral para sair do Partido dos Trabalhadores. O senador vai esperar que a justiça decida se o mandato pertence a ele ou ao partido. "Quero que a justiça diga que o PT foi infiel ao ideário do partido", disse.

 

O senador disse que ficou envergonhado com a decisão da bancada petista em votar pelo arquivamento das ações que foram movidas contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). "Fiquei envergonhado com o que aconteceu. Estamos dando as costas para a sociedade brasileira. Hoje as bandeiras da ética e da justiça foram rasgadas", disse.

 

Arns avaliou que o PT decidiu apoiar José Sarney na presidência do Senado unicamente porque está interessado no apoio do PMDB à candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, nas eleições para sucessão do presidente Lula. "Aspectos eleitorais estão se sobrepondo a assuntos como democracia, ética e respeito à sociedade. A ordem dos valores está invertida", disse.

 

Arns, que já foi filiado ao PSDB, disse que ainda não começou a discutir a possibilidade de se filiar a outras legendas. Se o senador quiser concorrer às próximas eleições, em outubro de 2010, será preciso que ele esteja filiado a uma nova legenda até o início de outubro.

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