Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

Entrevista: ‘Não houve motivação para punições. Tudo a seu tempo’

O presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), disse que o partido aguarda o desenrolar de investigações para avaliar eventuais punições

Pedro Venceslau, Impresso

26 de fevereiro de 2017 | 05h00

O PMDB vai tomar alguma providência, no âmbito do Conselho de Ética, sobre as condutas de Sérgio Cabral e Eduardo Cunha?

Há um processo de defesa em andamento. Não houve motivação do partido quanto isso (punições). Não é hora. A não ser que sejamos provocados, vamos aguardar.

O Conselho de Ética do PMDB já puniu alguém?

Já fez alguns movimentos historicamente com pessoas que deixaram o partido.

Lembra quais?

Não lembro, sou presidente há seis meses. Na minha gestão não houve.

A prisão de nomes importantes do partido pode prejudicar a imagem do PMDB?

Partidos tem pessoas citadas, investigadas e presas. Mas o CNPJ do partido não está na Lavas Jato, diferentemente do PT, que teve tesoureiros presos. Fizeram empréstimos que, em tese, eram fictícios. O PMDB não teve nada disso.

Mas o Cabral e o Cunha estão presos...

São pessoas que estão em questão. O presidente do PMDB do Rio não é o Cabral, mas o (Jorge) Picianni. Essas questões são discutidas localmente. Não vamos quebrar a hierarquia sem que haja provocação. Tudo a seu tempo.

Acha que Cabral deve receber algum tipo de punição do PMDB?

Primeiro, o Estado tem de se manifestar. A questão do Cabral, a Justiça vai decidir após a investigação. Não há ato por parte do PMDB para impedir a investigação. Pelo contrário. Vamos esperar o fim das investigações. 

 

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