PAULO LIEBERT/ESTADÃO
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'Entrada de Netinho no PDT foi manobra de Haddad', diz deputado da sigla

Atual presidente municipal do partido, Major Olímpio resiste a ceder cargo para o vereador, que decidiu deixar o PC do B

Pedro Venceslau e Ricardo Chapola, O Estado de S. Paulo

30 de janeiro de 2015 | 18h54

São Paulo - A decisão do vereador Netinho de Paula de migrar do PC do B para o PDT gerou uma crise interna legenda em São Paulo. Presidente do diretório municipal, o deputado federal eleito Major Olímpio não aceitou ceder o cargo para o novo correligionário.  Segundo Netinho, o comando da sigla na capital foi prometido a ele por Carlos Lupi, que acumula as presidências nacional e estadual do PDT. "Não passarei a presidência para ele", afirmou Olímpio ao Estado.

 

O deputado acusa o prefeito Fernando Haddad de ter feito uma "manobra" para amarrar o partido ao seu projeto de reeleição em 2016. "Vi nessa mudança (do Netinho) uma manobra do Haddad. O Netinho vem para o PDT e entrega os 1min07s de tempo de TV para ele no ano que vem. Mas se ele acha que amarrou o partido, está muito enganado". Questionado pela reportagem, a assessoria do prefeito nega que tenha feito essa articulação. Ainda segundo o pedetista, a  declaração de Netinho afirmando que assumiria o comando da sigla na capital casou "indignação e estranheza".   

Virtual candidato à reeleição, Haddad adotou  em 2015 a estratégia de amarrar os partidos que possam ter candidato em 2016, bem como aliados petistas que possam querer disputar internamente a vaga. O primeiro movimento foi convidar o ex-deputado Gabriel Chalita, do PMDB, para comandar a secretaria de Educação. Em seguida, foram convidados para o primeiro escalão o ex-senador Eduardo Suplicy e o ex-ministro Alexandre Padilha.  Procurado pela reportagem, Carlos Lupi não foi localizado.             

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