Entidades têm reações opostas

CNM queria socorro maior; FNP aplaude medidas

Luciana Nunes Leal, O Estadao de S.Paulo

14 de abril de 2009 | 00h00

Os presidentes da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, e da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), João Paulo Lima e Silva, tiveram reações opostas às medidas do governo para aliviar as perdas dos municípios. Enquanto João Paulo considerou o socorro uma "vitória extraordinária", Ziulkoski cobrou uma compensação com correção da inflação do ano (o IPCA ficou em 5,9%) e não apenas a correção dos valores nominais, como foi anunciado pelo governo. "O governo dará R$ 600 milhões agora. Pelos nossos cálculos as perdas já chegam a R$ 1 bilhão. Não vou dizer se estou satisfeito ou não. Nossa expectativa era outra", disse o presidente da confederação.Ziulkoski considerou grave o fato de o governo não ter anunciado nenhuma mudança em relação à dívida dos municípios com o INSS. Os prefeitos querem a suspensão do pagamento até que se chegue a um encontro de contas. "O governo vai continuar retirando dinheiro dos municípios. Esse assunto foi tangenciado. Estou preocupadíssimo com a reação dos prefeitos quando tomarem conhecimento", disse.No extremo oposto, João Paulo comemorou. "Achei, do ponto de vista imediato, uma grande vitória para o municipalismo. A recuperação em relação ao ano passado é uma recomposição muito importante. Só no Recife serão R$ 13 milhões. Isso vai ajudar as prefeituras a sair do sufoco. Esses recursos vão aumentar o aquecimento da economia nos municípios", disse o presidente da frente dos prefeitos. Sobre a falta de medidas para aliviar as dívidas previdenciárias, João Paulo afirmou esperar que o assunto seja resolvido durante a votação da medida provisória dos débitos municipais, que será discutida nesta semana na Câmara. "Espero uma posição rápida", disse João Paulo, ex-prefeito do Recife.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.