Entidades pedem reforma tributária em cortes no superávit e juro

Entidades da sociedade civil,intelectuais e religiosos lançaram nesta quinta-feira acampanha "Por uma Reforma Tributária Justa", na qual apóiam asmedidas do governo para compensar o fim da CPMF e defendem queos cortes de gastos públicos sejam feitos no superávit primárioe no pagamento dos juros da dívida pública. O manifesto foi enviado aos ministros da Fazenda, GuidoMantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, e aos deputados esenadores. O documento condena o fim da CPMF e defende oaumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e daContribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), além daretomada da cobrança do imposto sobre as remessas de lucros. "A CPMF era um imposto que penalizava os mais ricos e 70por cento dele provinha de grandes empresas e bancos. Os seusmecanismos de arrecadação impediam a sonegação e permitiam quea Receita Federal checasse as movimentações financeiras com oimposto de renda, evitando fraudes e sonegações", afirma omanifesto. A elevação dos impostos para compensar o fim da CPMF éconsiderada uma medida acertada, e o documento afirma que "asforças conservadoras voltaram a se articular para condenaressas medidas, tendo à frente a Fiesp e a Febraban, por meio daRede Globo e de parlamentares do DEM e PSDB". A campanha propõe um reforma tributária que melhore osistema de tributação, apontado como injusto. "Hoje 70 por cento dos impostos são cobrados sobre oconsumo e apenas 30 por cento sobre o patrimônio. É precisodiminuir o peso sobre a população e aumentar sobre a riqueza erenda." Entre os signatários do manifesto, estão os bisposcatólicos d. Tomás Balduíno, da Comissão Pastoral da Terra(CPT) e d. Demétro Valentini, da Comissão de Justiça e Paz daCNBB; João Pedro Stédile, da direção do MST, e intelectuais epolíticos, como Plínio de Arruda Sampaio, Fernando Morais e osenador Marcelo Crivella (PRB-RJ), bispo da Igreja Universal. (Por Mair Pena Neto)

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