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Entidades de MS lançam manifesto contra invasões

Dirigentes de 32 entidades formadas por produtores rurais, comerciantes, industriais, trabalhadores rurais e operários de Mato Grosso do Sul lançaram hoje em Campo Grande um manifesto contra a violência dos sem-terra, sem-teto e índios no País. O documento afirma que o Poder Público está "perigosamente omissso? em relação às invasões de terra e, segundo as entidade, este comportamento causa sérios prejuízos para toda a sociedade brasileira.No Estado existem 18 pedidos de reintegração de posse de fazendas ocupadas, sem o devido cumprimento por parte do governo. O presidente do Movimento Nacional dos Produtores, João Bosco Leal, disse que dessas 18 áreas, 13 estão invadidas por índios e outras cinco por Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), situação que segundo Leal pode ficar muito mais complicada. "Os sem-terra deram prazo até agosto para ver a proposta de reforma agrária, em prática. Temos medo que depois disso ocorra uma onda de invasões. Sabemos que os acampamentos de sem-terra estão inchados, com mais de 13 mil famílias", comentou.O presidente da OAB/MS, Vladimir Rossi Lourenço, afirmou que "existe um desrespeito muito grande do Poder Público, dando margem para os perigosos ataques ao direito de propriedade. A incerteza aumenta e nesse clima os investidores desaparecem, gerando mais desemprego e miséria", disse.Reunião Amanhã, os ministros de Segurança Alimentar e Desenvolvimento Agrária, respectivamente José Graziano e Miguel Rosseto, terão reunião com todas as lideranças dos sem-terra acampados no Mato Grosso do Sul. O encontro será durante a tarde, na Fazenda Itamarati, em Ponta Porã, divisa com o Paraguai. Das 13.900 famílias acampadas, cerca de oito mil estão acampadas na região sul do Estado. Na ocasião os ministros assistirão a colheita de 400 hectares de feijão, plantados por assentados do MST no local. A lavoura foi formada com recursos do Programa de Segurança Alimentar.

Agencia Estado,

31 de julho de 2003 | 16h54

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