Entidades criticam decisão judicial que censura reportagem sobre celular de Marcela Temer

Representantes da imprensa manifestaram repúdio à decisão do juiz Hilmar Castelo Branco que proibiu jornais de divulgarem conteúdo do aparelho hackeado da primeira-dama

O Estado de S. Paulo

13 de fevereiro de 2017 | 12h04

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgaram nota nesta segunda-feira, 13, criticando o "cerceamento à liberdade de imprensa" na decisão do juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, da 21ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal que proibiu quaisquer veículos de divulgarem o conteúdo encontrado no celular da primeira-dama Marcela Temer, sob pena de multa de R$ 50 mil.

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo na sexta-feira mostrou que o hacker que obteve os dados de Marcela Temer tentou extorqui-la e chegou a afirmar que iria colocar o nome do presidente Michel Temer (PMDB) "na lama". O governo recorreu à Justiça alegando que o conteúdo no celular da primeira-dama deveria ter o sigilo garantido.

"O conteúdo das mensagens consta do inquérito policial anexado à ação penal de Souza, que não está mais sob segredo de Justiça. As associações consideram a decisão judicial um cerceamento à liberdade de imprensa e esperam que a sentença seja revista ou reformada imediatamente, garantindo aos veículos de comunicação o direito constitucional de levar à população informações de interesse público", diz a nota.

 

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