Entidades criarão banco de estudos e projetos para o PAC

O Instituto de Engenharia e o Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco) pretendem iniciar, já no início do mês de março, uma mobilização nacional do setor com o objetivo de criar um banco de estudos e projetos para atender as demandas do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo o presidente do Sinaenco, José Roberto Bernasconi, se o País não constituir rapidamente um banco de estudos e projetos, poderá ocorrer um "apagão do planejamento". A afirmação de Bernasconi tem como base as declarações feitas pela ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, no anúncio do PAC, de que é fundamental a criação de um banco de projetos para o País dar seqüência ao seu desenvolvimento. Para atender à demanda prevista neste plano e também discutir as prioridades das políticas públicas para o setor de infra-estrutura, a médio e longo prazos, o Instituto de Engenharia e o Sinaenco promovem nos dias 2 e 8 de março, em São Paulo e em Brasília, encontros com representantes do setor e do governo. Para o presidente do Sinaenco, é importante que o governo tenha uma política permanente de planejamento do investimento público, para que o Brasil possa ter resultados duradouros, assim como os emergentes China e Índia, por exemplo. "Dessa maneira, o PAC não deve ser um programa para os próximos três anos, mas uma política de todos os governos, dentro do conceito de que planejar e projetar com antecedência permite ao país fazer mais e melhor com os recursos escassos", destaca Bernasconi. O PAC foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 22 de janeiro deste ano, e prevê investimentos de R$ 503,9 bilhões até 2010 em infra-estrutura: estradas, portos, aeroportos, energia, habitação e saneamento. O objetivo é destravar a economia e garantir a meta de crescimento de 5%.

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