Entidades cobram rigor na investigação de assassinato de jornalista no RJ

Lemos é o quarto jornalista morto no Brasil em 2013, segundo a ONG Repórteres Sem Fronteiras

Marcelo Gomes, Agência Estado

13 Junho 2013 | 16h17

O presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azêdo, exigiu, nesta quinta-feira (13), rigor na investigação do assassinato de José Roberto Ornelas de Lemos, de 45 anos, diretor do jornal “Hora H”, que circula na Baixada Fluminense. O jornalista foi atingido por mais de 40 tiros dentro de uma padaria no bairro Corumbá, em Nova Iguaçu, na Baixada, por volta das 20h30 da última terça-feira (11). A principal hipótese de investigação da polícia é a de que o crime esteja relacionado com a linha editorial do jornal, com denúncias contra políticos, policiais e traficantes da região.

“A ABI condena a violência contra qualquer jornalista. Neste caso específico, a brutalidade do crime choca ainda mais. Lamentamos que episódios assim tenham se repetido ultimamente em nosso País", afirmou Azêdo. Segundo ele, isso mostra como o exercício da atividade profissional de jornalista está sob ameaça. A entidade exige providências enérgicas da Secretaria de Segurança e do governo do Estado. "O estímulo para a repetição de casos desta natureza é a impunidade."

Em nota, a ONG Repórteres Sem Fronteiras também cobrou a rápida elucidação do assassinato. “Solicitamos à polícia que esclareça totalmente as motivações desse crime." Segundo a ONG, Lemos é o quarto jornalista morto no Brasil desde janeiro de 2013, "em casos provável ou comprovadamente relacionados com sua profissão. "O Brasil continua sendo o país mais mortífero do hemisfério ocidental para jornalistas este ano”, afirma.

 

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