Entidade ruralista diz que 'invasão é crime'

A União Democrática Ruralista (UDR), entidade representativa dos fazendeiros, reagiu à declaração da presidente eleita, Dilma Rousseff, de que não tratará o Movimento dos Sem-Terra (MST) como caso de polícia. "Invasão é crime e todo crime tem de ser tratado na esfera policial", disse o presidente da entidade Luiz Antonio Nabhan Garcia.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

03 de novembro de 2010 | 18h49

Segundo ele, ao dizer que não compactua com a invasão de "propriedades produtivamente administradas", a presidente deu a entender que concorda com a invasão de terras consideradas improdutivas. De acordo com Garcia, não cabe ao MST, nem ao presidente dizer se uma terra é ou não produtiva. "Os critérios estão estabelecidos na legislação e, a menos que a presidente eleita pretenda alterar o Código Penal, invadir propriedade alheia é crime sempre", disse. Ele disse que, entre os ruralistas, existe disposição para o diálogo com o novo governo, inclusive quanto aos índices de produtividade. "Confiamos no bom senso da presidente e esperamos que nos dê oportunidade para uma discussão ampla", acrescentou Garcia.

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