Entidade divulga nota condenando ações do MST

Em nota divulgada hoje o Conselho Superior de Agricultura e Pecuária do Brasil (Rural Brasil) adverte que a continuidade do processo de invasões de terras é uma "perigosa quebra dos valores constitucionais" que "tende a comprometer a governabilidade do País e o destino da democracia" e afirma que "cabe ao Presidente da República, como guardião maior da Constituição, determinar as medidas necessárias ao cumprimento dos princípios constitucinoais". A nota é assinada pela Associação Brasileira dos Criadores (ABC), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Conselho Nacional do Café (CNC), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Sociedade Rural Brasileira (SRB) e União Brasileira de Avicultura (UBA).Veja a íntegra da nota:"O Conselho Superior de Agricultura e Pecuária do Brasil (Rural Brasil), que representa os segmentos agropecuários responsáveis por crescentes superávits que vêm permitindo ao País garantir o abastecimento interno, honrar seus compromissos externos, além de ser o principal gerador de emprego e renda, vem a público, diante da situação de crescente violação da ordem vigente, por parte de integrantes de grupos descomprometidos com a legalidade, denunciar a perigosa quebra dos valores constitucionais. A ofensiva de radicalização desses grupos está colocando em cheque a política de conciliação nacional defendida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Engananm-se os que acham que são apenas os empresários rurais que se encontram ameaçados pelo avanço da escalada de invasões de terra. A continuidade desse processo tende a comprometer a governabilidade do País e o destino da nossa democracia. Cabe ao presidetne da República, como guardião maior da Constituição, determinar as medidas necessárias ao cumprimento dos princípios constitucionais. O setor produtivo reafirma sua confiança nas autoridades legalmente constituídas, Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, no sentido de interromper as ações de violência que ferem o Estado de Direito".

Agencia Estado,

03 de julho de 2003 | 11h29

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