Enterradas as três últimas vítimas de Alcântara

Seis dias depois do acidente com o Veículo Lançador de Satélites (VLS), que matou 21 técnicos e engenheiros em Alcântara, no Maranhão, foram enterradas nesta quinta-feira as três últimas vítimas. O engenheiro Luís Primon de Araújo, de 45 anos, foi sepultado em São José dos Campos, no interior paulista. O engenheiro César Augusto Costalonga Varejão foi enterrado em Taubaté, cidade vizinha a São José dos Campos. O corpo do técnico em mecânica Massanobu Shimabukuro, de 43, foi sepultado em São Paulo. Primon e Shimabukuro foram os últimos identificados pelo Instituto Médico-Legal de São Luís. Ajudando a carregar o caixão, o pai de Primon, João Francisco de Araújo, estava bastante abatido. "Esperar por este momento foi um sofrimento que durou seis dias." Além da bandeira do Brasil, sobre o caixão também foi colocada uma camiseta que o engenheiro gostava de usar, da Pastoral da Família, da qual fazia parte como ministro da Eucaristia na Igreja Católica. Soldados da Aeronáutica fizeram uma homenagem com salva de tiros. Shimabukuro também recebeu honras militares no funeral. Segundo Vilma Higakudo, prima dele, Shimabukuro passou no concurso para o CTA graças a muito esforço. "Havia só duas vagas e ele estudou sozinho", disse. "Ele recebeu essa ida a Alcântara como prêmio pelo trabalho notável que desenvolvia", disse. Shimabukuro morou no Japão com a mulher, Shirley, e os três filhos por dez anos. Estava no Brasil fazia três anos, segundo Vilma.

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