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Adriano Machado/ Reuters
Adriano Machado/ Reuters

Entenda o que é o soluço persistente

Excesso de comida, bebidas gasosas e stress podem gerar contração involuntária; casos persistentes, por mais de 48 horas, exigem investigação médica

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2021 | 13h57

Distensão gástrica (geralmente provocada pelo excesso de comida), ingestão de bebidas gasosas, aerofagia (engolir ar ao mascar chicletes ou fumar, por exemplo) são algumas das causas dos soluços, sobretudo os episódicos, segundo informações do site do Hospital Albert Einstein.

Nos casos persistentes, como o que acomete o presidente Jair Bolsonaro, a causa pode ser outra – como estresse, por exemplo. Nesse cenário, é necessária uma investigação médica, para avaliar se a condição estaria relacionada a alguma doença.

O soluço é uma contração involuntária, intermitente e espasmódica do diafragma e dos músculos intercostais. A contração dá origem a uma inspiração súbita e termina com o fechamento abrupto da glote, o que produz um som característico. Na maioria das vezes, trata-se de um episódio inofensivo, que dura poucos minutos e desaparece sozinho. Em casos raros, no entanto, pode ser persistente (quando perdura por mais de 48 horas) ou até mesmo intratável.

O mecanismo exato que causa os soluços é desconhecido. Sabe-se que envolvem o diafragma, o nervo vago (ligado às funções digestivas) e ainda conexões do sistema nervoso central. Os soluços persistentes podem levar a insônia, fadiga, perda de peso e de qualidade de vida.

Segundo o médico Geraldo Druck Sant’Anna, da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia, as causas para um soluço persistente podem ser as mais diversas. Por isso, é necessário uma investigação clínica minuciosa, como a que está sendo feita no presidente Jair Bolsonaro. Ele reclamou de dores abdominais durante a madrugada e foi levado para exames no Hospital das Forças Armadas, em Brasília.   

“Pode ser alguma lesão no nervo frênico (que liga a coluna cervical ao diafragma), pode ser algum problema neurológico, como encefalite, meningite”, afirmou. “Pode também ser um problema gástrico, o uso de algum medicamento, uma alteração metabólica, estresse. Pode ser apenas que ele tomou muito refrigerante. É preciso investigar.”

O especialista lembrou que o presidente levou uma facada em 2018 e foi submetido a várias cirurgias abdominais. Seria preciso também investigar alguma lesão neste sentido.

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