Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Entenda como e quando Eduardo Cunha aparece na Lava Jato

Veja os depoimentos em que o deputado do PMDB do Rio e candidato à presidência da Câmara é citado por envolvidos no escândalo da Petrobrás

O Estado de S. Paulo

13 de janeiro de 2015 | 17h00

1.


QUEM CITOU: Alberto Youssef, doleiro acusado de ser um dos principais operadores do esquema de desvios na Petrobrás.

QUANDO: Entre outubro e novembro de 2014, em um dos vários depoimentos ao Ministério Público Federal no âmbito da delação premiada, ou seja, ele precisa provar o que diz para que seja beneficiado com redução de pena.

O QUE DISSE: Eduardo Cunha foi "beneficiário de propinas" do esquema da Petrobrás. Os pagamentos eram feitos via empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano.

2.

QUEM CITOU: Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido como Careca e acusado de ser o "carregador de malas" de Alberto Youssef.

QUANDO: Em dois momentos. Primeiro, em 18 de novembro de 2014. Depois, numa retificação, em 5 de janeiro de 2015. Ambos os depoimentos foram prestados à Polícia Federal e não são fruto de delação premiada. 

O QUE DISSE: No primeiro depoimento, disse que levou dinheiro "duas ou três vezes" a uma casa amarela no condomínio Nova Ipanema, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Afirmou ainda que Youssef havia dito que o endereço era de Eduardo Cunha. Depois, na retificação, Careca afirmou que a casa amarela ficava no condomínio Novo Leblon, também na Barra da Tijuca, e que não tinha como saber se o endereço era mesmo de Cunha.


O QUE DIZ O ADVOGADO DE YOUSSEF: Antônio Figueiredo Basto, que defende o doleiro, convocou uma coletiva na segunda-feira, dia 12, dias após a publicação de reportagens ligando o nome de Cunha à Lava Jato. Ele disse que Youssef "não conhece Eduardo Cunha, nunca teve pedido do Eduardo Cunha, não sabe nada a respeito de entregar dinheiro a Eduardo Cunha". O advogado ainda sugeriu haver interesses políticos na tentativa de relacionar o doleiro ao deputado. 


O QUE DIZ EDUARDO CUNHA: Sempre negou ter recebido qualquer beneficio ou dinheiro de Alberto Youssef ou de intermediários do doleiro. Nesta terça-feira, um dia depois de o advogado de Youssef convocar uma coletiva para negar a relação de seu cliente com o peemedebista, Cunha afirmou: "É uma alopragem que foi desmoralizada". A declaração faz referência ao escândalo dos aloprados, como ficou conhecida a tentativa de petistas de comprar um dossiê contra o José Serra durante as eleições presidenciais de 2006, quando o tucano disputava o Palácio do Planalto com Luiz Inácio Lula da Silva. Foi o próprio Lula quem cunhou o termo "aloprados" para se referir aos petistas suspeitos.  

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