Entenda como aconteceram os ataques de hackers aos sites do governo federal

Desde a quarta-feira, 22, uma série de invasões tirou quatro sites do ar; grupo reivindicou autoria dos ataques pelo Twitter

O Estado de S. Paulo,

24 de junho de 2011 | 16h48

BRASÍLIA - Os sites da Presidência da República, Receita Federal e o Portal Brasil - que congrega todas as informações governamentais -, foram vítimas de ataque de hackers na madrugada de quarta-feira, 22. Os três portais ficaram fora do ar por cerca de uma hora, enquanto o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) bloqueava as tentativas de invasão.

 

De acordo com o presidente do Serpro, Gilberto Paganatto, a ação foi uma tentativa de congestionamento dos sites feita por robôs, que conseguiram 340 milhões de tentativas de acesso em menos de uma hora. Ele explica que os robôs capturam endereços de provedores do exterior e os clonam para mandar os ataques de fora do Brasil de forma a inibir ação da Polícia Federal.

 

"O Ataque começou pela Itália e depois passou a ser feito de dentro do Brasil. São gerados acessos simultâneos fora do normal. Os nossos sistemas, que são avançados, detectam qualquer ação além do normal e bloqueiam os acessos", explicou o presidente em entrevista à rádio Estadão/ESPN.

 

Paganatto garante que não houve quebra de segurança nem acesso a nenhum tipo de dado sigiloso dos portais. "O objetivo do hacker é de tentar congestionar e deixar inacessível e também tentar entrar no site e pichar. Mas o Serpro tem sistemas avançados de proteção e impede a entrada nos sites e os pichamentos. O sistema detecta e emite um alerta para o pessoal de segurança", explicou.

 

Os sites ficaram fora do ar entre 00h40 e 1h40 da madrugada de quarta-feira. Pelo microblog Twitter, o grupo de hackers LuLzSecBrazil reivindicou a autoria dos ataques. Eles também declararam serem os autores de outro ataque ao site da estatal Petrobras, na tarde de quinta-feira,23, alegando críticas à política de preços dos combustíveis. O portal ficou fora do ar por cerca de 30 minutos.

 

No entanto, a empresa, por meio da sua assessoria, afirma que não houve um ataque, mas apenas uma instabilidade devido a uma sobrecarga do servidor.

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