Entenda a Operação Santa Tereza

PF descobriu esquema de desvio de verbas do BNDES e prendeu 11 empresários, advogados e servidores

da Redação

06 Maio 2008 | 16h03

A Operação Santa Tereza descobriu o envolvimento de  11 empresários, advogados, servidores públicos   em um esquema de desvio de verbas do BNDES, no dia 24 de abril. Dois financiamentos sob suspeita foram autorizados e liberados no início do ano - um no valor de R$ 130 milhões, outro de R$ 220 milhões.Prefeitos e deputados também foram citados nas investigações.   A PF prendeu nove de todos os envolvidos. Entre eles, estava o advogado do deputado federal Paulo Maluf(PP-SP), Ricardo Tosto, que já foi liberado.       Veja Também:   BNDES aguarda PF para suspender financiamentos sob suspeita Advogado de Maluf nega envolvimento em esquema de desvios Especial: as ações da Polícia Federal no governo Lula  PF prende 50 acusados de fraudes contra a Previdência no ES      Valores     A PF vasculhou 18 endereços de suspeitos e recolheu cerca de R$ 1 milhão em dinheiro, carros de luxo, documentos. Na casa de um deles foram recolhidos US$ 220 mil. As buscas e as prisões, em caráter temporário por 5 dias, foram ordenadas pela 2ª Vara Federal.   Segundo a PF, 4% do montante financiado pelo BNDES era desviado para divisão entre os integrantes da suposta organização criminosa. Pelo menos 200 projetos com dinheiro público, sob análise dos federais, estariam no ponto para ser aprovados. Eles se referem a contratos de obras de prefeituras dos Estados de São Paulo, Rio, Paraíba e Rio Grande do Norte.   O dinheiro que teria sido repassado para a Prefeitura de Praia Grande (SP) e para o caixa de uma loja de rede varejista. A maioria dos alvos da operação teria ligações com a Força Sindical, mas a PF descartou a hipótese de motivação política na investigação.     Os Envolvidos     Poupados pelos foro privilegiado   Paulinho da Força- Deputado e presidente da Força Sindical Foi filmado pela PF ao lado de seu amigo e ex-assessor João Pedro Moura. E m grampos, grupo fala de "parte de Paulinho"   Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN)-líder do partido na Câmara   Moura foi filmado em seu gabinete e grampos revelam visita de ex-assessor de Paulinho a ele   Alberto Mourão (PSDB-SP)- Prefeito da Praia Grande   Assessor dele fala ao grupo sobre desvios e parcela de dinheiro   Poupados até mais provas   Jose Ferraz Gaspar de Campos- vice-presidente do PDT   Citado diversas vezes em grampos como integrante do "custo político" do grupo     Indiciados   João Pedro de Moura- Ex-assessor de Paulinho   Seria mentor e comandante do esquema   Marcos Vieira Mantovani- sócio da Progus, que emitia notas frias   Apontado como comandante do esquema também   Ricardo Tosto de Oliveira- advogado e conselheiro afastado do BNDES   Acusado de liberar financiamentos do banco em troca de propina. Para polícia, ele descobriu o grampo e avisou resto do grupo   Boris Timoner- ex-diretor executivo das lojas Marisa   Atuou na liberação de verba para Praia Grande     Jamil Issa Filho- assessor de gabinete de Mourão   É o contato com a Prefeitura de Praia Grande     Manuel de Bastos Filho- sócio da W.E   Wilson Consani Junior- coronel aposentado da PF   É quem faria "acertos" da W.E com a PF     Celso de Jesus Murad- diretor-financeiro da W.E   Teria distribuído dinheiro desviado da Prefeitura de Praia Grande   Washington Napolitano- sócio da W.E   Responsável pelo aliciamento e contratação de garotas de programas para o tráfico de mulheres   Edson Napolitano- sócio da W.E   Irmão de Washington, ajudava no aliciamento e contratação.   Jose Carlos Guerreiro- proprietário da Termaq   Empresa emitiu notas frias para a Prefeitura de Praia Grande para o projeto de R$124 milhões do BNDES  

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