Entenda a briga de Dantas na maior disputa societária do País

O engenheiro e economista Daniel Dantas, de 54 anos, entrou para cena nacional durante a privatização do sistema Telebrás, em 1998, no governo Fernando Henrique Cardoso. Como dono do Banco Opportunity, liderou o bloco que arrematou a Brasil Telecom, operadora de telefonia que atua nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sul.   Mesmo com uma participação minoritária na sociedade que formou ao lado do Citigroup, dos fundos de pensão da Caixa, da Petrobras e do Banco do Brasil, e da Telecom Itália, Dantas assumiu o controle da empresa.   Veja Também: Dantas acusa chefe da Abin de arquitetar Satiagraha  Dantas diz que 'facções do governo' o perseguem por BrT Protógenes disse que ia investigar filhos de Lula, diz Dantas 'Não tenho menor dúvida de que fui grampeado', diz Dantas Entenda como funcionava o esquema criminoso  As prisões de Daniel Dantas     Em 1999, com a privatização da BrT, começou a disputa societária pelo controle da empresa- o que seria definida como 'a maior da história do Brasil'. A empresa italiana achava que os acordos da fundação da sociedade eram lesivos a seus interesses.   Em 2004,com o inícios das negociações da OI para a compra da Brasil Telecom, o grupo de Dantas foi acusado de contratar a Kroll para espionar a Telecom Itália, que também estava interessada nas negociações.   As investigações teriam extrapolado o mundo empresarial, atingindo figuras do governo federal. Na época, Dantas negou que tivesse pedido à Kroll a violação do sigilo telefônico de pessoas. Por meio do Oportunity, Dantas fazia a gestão dos recursos dos investidores que controlavam a BrT. Esses investidores detinham partes da empresa por meio de fundos do Citibank.   O banqueiro foi destituído do controle da empresa em setembro de 2005.A partir daí, começou uma disputa com o Citibank. Dantas usou o benefício do prêmio de 20% sobre a venda da empresa para a Oi. Com isso, recebeu R$1 bilhão. O Citibank, que de fato detinha o controle da empresa, perdeu o prêmio por não ter assegurado em contrato a sua posição.   A Oi assinou acordo para comprar a Brasil Telecom no dia 25 de abril deste ano, criando o que poderá ser a maior operadora do País em receita. O negócio, no entanto, ainda depende de uma mudança no atual Plano Geral de Outorgas (PGO), já que as duas são concessionárias de um serviço público (a telefonia fixa). Só um decreto do presidente Lula pode alterar o PGO.

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