Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Enquete: Políticos devem receber auxílios para morar em Brasília?

'Estado' mostrou que apenas 43 dos 594 deputados e senadores não utilizam imóveis funcionais ou repasses em dinheiro para pagar as noites que passam na capital federal

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2019 | 10h51

O Estado mostrou esta semana que 43 dos 594 parlamentares não utilizam imóveis funcionais ou repasses em dinheiro para pagar as noites que passam em Brasília. O custo desses auxílios mensais previstos em lei já passou de R$ 4,6 milhões de fevereiro a agosto. Ao menos R$ 21 milhões ainda são gastos anualmente com a manutenção dos 504 imóveis funcionais do Legislativo Federal.

 São 411 parlamentares hoje que usufruem desse direito. Outros 126 recebem até R$ 5,5 mil para ajudar nas despesas com hospedagem. A Câmara nem sequer exige a comprovação do uso da verba. Neste caso, porém, o deputado tem descontado no auxílio o imposto de renda, o que reduz o valor em 27%, passando de R$ 4,2 mil para R$ 3,1 mil. Já no Senado, o modelo aceito é só via reembolso. O senador paga uma conta de hotel, por exemplo, apresenta a nota fiscal e recebe o ressarcimento.

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Relatora de um projeto que prevê a venda desses imóveis, a senadora Leila (PSB-DF) afirma que o Estado é incapaz de gerenciar "essa enormidade de bens". "É preciso viabilizar a alienação de parte desse patrimônio. Estamos em um momento de redução da máquina pública e não faz sentido o parlamento desembolsar milhões de reais para manter os 504 imóveis funcionais, com potencial para economizar R$ 21 milhões (de manutenção anual)", afirmou. 

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