Enquete feita aos senadores aponta favoritismo de Sarney

Senador do PMDB recebeu 34 votos contra 24 de Tião Viana (PT-AC); 21 parlamentares não responderam

Ana Paula Scinocca e Eugênia Lopes, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2009 | 19h01

Levantamento feito pela Agência Estado aponta o favoritismo do senador José Sarney (PMDB-AP) na corrida pela presidência do Senado. Dos 81 senadores, 60 responderam à enquete feita durante a semana: 34 declararam voto no ex-presidente da República, 24 apoiaram o petista Tião Viana (AC) e o senador Pedro Simon (PMDB-RS) se disse indeciso. Outros 21 parlamentares não responderam. A eleição para escolher o substituto de Garibaldi Alves (PMDB-RN) está marcada para segunda-feira, às 10 horas.   Veja também: PSDB não vira o jogo, aposta ala pró-Sarney   A candidatura Viana cresceu nos últimos dias, quando o PSDB apoiou o petista. Os tucanos, que indicavam adesão à candidatura Sarney, mudaram de posição depois de não terem atendidas as suas reivindicações, incluindo cargos na Mesa Diretora e nas principais comissões. Líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), negou que a adesão tenha relação com cargos: "Não temos fisiologismo em nosso DNA." Um das cadeiras pleiteados pelo PSDB era a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).   Enquanto o PSDB fechou com o PT de Viana, os 14 senadores do DEM aderiram integralmente a Sarney. Como prêmio, o partido será agraciado com a presidência da mais cobiçada comissão: a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que ficará nas mãos de Demóstenes Torres (GO), e a primeira vice-presidência, com Heráclito Fortes (PI). Na prática, a adesão de partidos a um ou outro candidato não significa o voto de toda a bancada.   Composto por 13 senadores, o PSDB deverá ter pelo menos quatro dissidentes que pretendem votar em Sarney. "Mantenho meu voto no Sarney. Não entendi essa decisão do PSDB de ir para o Viana", afirma Papaléo Paes (PSDB-AP). "Outros do meu partido vão manter o voto no Sarney. Mas eu serei o único que vou confessar isso."   Como o voto é secreto, dissidências são esperadas em todos os partidos. No PMDB, por exemplo, a expectativa é de pelo menos quatro traições, entre elas a já declarada do senador Jarbas Vasconcelos (PE). No PR, oficialmente com o PT, haverá ao menos quatro baixas. Outro partido em que as traições são dadas como certas é o PDT - a expectativa é de que pelo menos dois dos cinco senadores votem em Sarney.

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