Engenheiro nega ser emissário de propina na estatal

O engenheiro Shinko Nakandakari, apontado pelo executivo da Galvão Engenharia Erton Fonseca como suposto "emissário" da Diretoria de Serviços da Petrobrás no esquema de propinas e corrupção na estatal, quer depor na Operação Lava Jato. Ele afirma que a versão de Fonseca "não corresponde à verdade". Segundo investigadores, Nakandakari operava para pelo menos três empreiteiras, entre elas a própria Galvão.

O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2014 | 02h02

A defesa do engenheiro entregou petição à Justiça Federal em que destaca a disposição de Nakandakari em "colaborar com as investigações em tudo o que for necessário".

Os advogados da Galvão Engenharia sustentam que a empreiteira pagou R$ 8,3 milhões em propina, de 2010 a 2014, a um "emissário" da Diretoria de Serviços da Petrobrás. De acordo com a versão da defesa da Galvão Engenharia, ele teria sido ameaçado por Nakandakari, "pessoa que se apresentou como emissário da Diretoria de Serviços da Petrobrás na presença de Pedro Barusco".

Ex-gerente executivo da Diretoria de Serviços, Barusco está fazendo acordo de delação premiada. O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, também em delação, disse que a Galvão "participava do processo de cartelização e repassou dinheiro para partidos políticos". Costa afirmou que Fonseca "participava de reuniões com ele na Petrobrás e chegou a mencionar reunião entre as empresas do cartel". Ele disse que Fonseca era seu "contato" na Galvão.

A defesa de Fonseca alega que os pagamentos foram feitos pela Galvão Engenharia para contas da LFSN Consultoria, empresa que o executivo diz ter sido indicada por Nakandakari e para a qual teria sido obrigado a fazer os repasses a título de propina. / RICARDO BRANDT e MATEUS COUTINHO

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.