Engenheiro diz que tecnologia do foguete era satisfatória

"Jamais faríamos um foguete com tecnologia ultrapassada, não faria sentido". A afirmação é de um engenheiro que há mais de 20 anos trabalha no IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço) do Centro Técnico Aeroespacial, em São José dos Campos, onde o protótipo 03 do VLS 1 foi desenvolvido. Sem se identificar, o pesquisador disse que o modelo era adequado à tecnologia que se pretendia conseguir. "É um veículo de pequeno porte, de modelo satisfatório, se fosse ultrapassado não estaríamos fazendo. Usamos equipamentos de última geração, do século 21". O engenheiro rebateu as críticas que alguns especialistas fizeram sobre o combustível sólido, de que teria sido o responsável pela explosão. "Só usamos o sólido porque é compatível com a tecnologia que estávamos desenvolvendo. O sólido é até mais caro que o líquido, e não faz sentido dizer que o acidente foi causado por falta de recursos". O pesquisador definiu o acidente como uma fatalidade, afirmando não ser por falta de treinamento ou de recursos que a explosão ocorreu. "Se tivéssemos mais recursos, o lançamento teria sido feito no ano passado. Não há nenhuma relação entre recursos e qualidade de treinamento". Ele lembrou que também na época do acidente com o ônibus espacial Columbia também foi levantada a hipótese de falta de recursos. "O clima é de comoção, talvez por isso é que se tente dar alguma explicação prévia sobre o acidente".O professor informou que, apesar dos procedimentos de segurança já existentes, outros devem ser estudados e reforçados. "O reforço dos procedimentos de segurança não significa que os atuais estavam incorretos. Temos consciência do que estávamos fazendo, mas fatalidades existem". Quanto à transparência nas investigações e informações à população, o engenheiro foi categórico. "Ninguém vai ficar sem saber o que realmente ocorreu. O VLS é um projeto nacional, financiado pelo dinheiro público e não há o que esconder". » Entenda como foi o acidente

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