Endividado, Hospital Universitário de Brasília suspende atendimentos

Para economizar e conseguir quitar dívidas, o Hospital Universitário de Brasília decidiu suspender atendimentos. A partir da próxima segunda-feira, consultas médicas, exames e cirurgias de rotina não serão realizados. Considerado referência na região, o hospital hoje possui 312 leitos, faz 17 mil consultas mensais e 5 mil atendimentos no pronto-socorro. Mas o número que mais impressiona é o de dívidas: R$ 7 milhões, divididos entre pelo menos 80 fornecedores.?Como não conseguimos reduzir os gastos, decidimos interromper por uma semana. Com o dinheiro, pagaremos parte das dívidas. E assim faremos nos próximos meses, caso o problema não seja resolvido. Trabalhamos um pouco, paramos um pouco?, avisou o diretor do hospital, Cláudio Bernardo Pedrosa de Freitas.As dívidas estão por todos os lados; desde fornecedores de material hospitalar, de limpeza, até de alimentos. Quinta-feira, uma reunião será realizada entre integrantes do Ministério da Educação (MEC) e do hospital para tentar uma solução para a crise. Há anos que as contas não fecham. O diretor vê duas causas para oproblema: o ressarcimento feito pelo SUS, invariavelmente mais baixo do que é gasto mensalmente, e o fato de que parte desses recursos seja usada para financiar a folha de pagamento.Hospitais universitários de todo o País têm custos repartidos entre os Ministérios da Saúde e da Educação. Ao primeiro, cabe repassar os gastos com cirurgias, material médico, consultas. O MEC fica encarregado de custear funcionários e equipamentos. No Hospital Universitário de Brasília, 800 funcionários são pagos pelo MEC, 700 são contratados diretamente pela instituição e outros 400, pelo Ministério da Saúde. Todos os meses, a instituição desembolsa R$ 600 mil para pagar os funcionários contratados diretamente.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.