Encontro no Alvorada reúne Dilma, Lula, Mercadante, Nelson Barbosa e Jaques Wagner

É o primeiro momento em que a presidente se encontra com ministros depois de conversa com o ex-presidente, na noite desta terça-feira

Adriana Fernandes e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2016 | 09h45

Brasília - A presidente Dilma Rousseff está reunida na manhã desta quarta-feira, 16, com o ex-presidente Lula, os ministros da Fazenda, Nelson Barbosa, e da Educação, Aloizio Mercadante. Também participam do encontro os ministros da Casa Civil, Jaques Wagner, e da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini.

Na noite desta terça-feira, 15, Dilma esteve com o ex-presidente Lula. Esse é o primeiro encontro de Dilma com Barbosa após reunião que a presidente teve com o ex-presidente Lula. A expectativa é que o ex-presidente decida se aceita ou não ocupar um ministério no governo Dilma.

Também nesta terça-feira, Barbosa reuniu governadores para fechar o pacote de ajudas aos Estados, mas mantendo contatos com o Palácio do Planalto.

Acusações. Na delação premiada, divulgada na íntegra nesta terça-feira, o senador petista Delcídio Amaral afirmou ter sido procurado por uma assessora ligada a Mercadante, Cacá, e pelo próprio ministro da Educação. Segundo o ex-líder do governo no Senado, foi oferecida ajuda para conseguir liberdade e se livrar da cassação em troca de Delcídio não fazer a delação, além de dinheiro.

Mercadante teria se oferecido ainda para procurar o presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), numa tentativa de eles se declararem a favor da soltura de Delcídio, sob custódia da polícia naquela época.

A negociação foi feita com o assessor de Delcídio, José Eduardo Marzagão, que gravou as conversas. Por causa da proximidade de Mercadante e Dilma, o senador afirmou que Mercadante pode ter agido em nome da presidente Dilma.

Outros lados. Em coletiva de imprensa ainda na terça-feira, Mercadante disse que a responsabilidade é "inteiramente minha". O ministro da Educação ainda afirmou que a conversa foi de "caráter estritamente pessoal". Ele negou ainda ter oferecido dinheiro ou ter tentado interferir nas investigações da Operação Lava Jato.

Em nota enviada à imprensa, a presidente reiterou que as atitudes de Mercadante foram de "iniciativa pessoal".

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