Encontro FHC/Borges afasta carlistas da CPI

O encontro entre o presidente Fernando Henrique Cardoso e o governadorda Bahia, César Borges, praticamente enterrou a possibilidade de os outros 15 deputados aliados do senador AntonioCarlos Magalhães assinarem a Comissão Parlamentar de Inquérito que pretende investigar denúncias de corrupção nogoverno federal.César Borges saiu do Planalto com a garantia de que não haverá retaliações orçamentárias, que o Estadopoderá receber R$ 300 milhões até o final do mandato presidencial para obras federais na Bahia e que não haverá novasdemissões.?É claro que com a visita melhoram as relações?, reconheceu o governador baiano. César Borges contou ainda que opresidente fez questão de comentar a atitude de ACM que sinalizou com a possibilidade de retirar sua assinatura da CPI. ?Ele considerou um gesto corretíssimo do senador.?Borges ?não acha impossível? a reaproximação entre o presidente eACM, mas assegurou que não está intermediando a reconciliação. ?Em política, tudo é possível e quem sabe em umcenário futuro, nos próximos dias ou meses.?Na conversa, Fernando Henrique reiterou que uma CPI neste momento é?desnecessária e descabida?, acrescentando que ?esse denuncismo só prejudica o País?.O governador, por vez, acha que?são cada vez mais remotas as chances da CPI da mesma forma que considera que ?diminuíram muito as chances? de oscarlistas assinarem o inquérito.No Senado, a oposição já dispõe de 25 das 27 assinaturas necessárias. Na Câmara, possui 144 das171 necessárias, sendo que, dos 20 deputados carlistas, apenas cinco assinaram.?Eu nunca pretendi assinar?, declarou o deputado baiano José Carlos Aleluia (PFL), depois de regressar à Bahia ao ladode Borges. ?Trabalho pela conciliação.?Segundo ele, não há uma decisão definitiva sobre se os carlistas assinam ou nãoassinam. ?A única certeza é de que o grupo vai se manter unido?, avisou ele, que acredita que ACM já deu um sinal de queos seus seguidores não devem assinar.

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