DIDA SAMPAIO/ESTADAO
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Encontro entre Temer e Macri não será na Casa Rosada

Lugar escolhido para a reunião desta segunda-feira, 3, é a Quinta de Olivos, residência oficial do presidente argentino, que fica 17 quilômetros distante da Praça de Maio

Rodrigo Cavalheiro, CORRESPONDENTE

30 de setembro de 2016 | 18h51

BUENOS AIRES - Contrariando a expectativa inicial, o presidente Michel Temer será recebido na segunda-feira, 3, na residência oficial do argentino Mauricio Macri, e não na Casa Rosada. A Quinta de Olivos fica 17 quilômetros ao norte da Praça de Maio, onde está o palácio presidencial, diante do qual militantes argentinos e brasileiros farão protesto contra o impeachment de Dilma Rousseff.

A razão alegada pelo governo argentino para o uso da Quinta de Olivos, uma área fechada de 35 hectares, é que Macri já planejava trabalhar no local. Até quinta-feira, diplomatas brasileiros consideravam mais provável uma recepção na Casa Rosada, apesar de terem a ressalva de que o setor destinado a almoços com chefes de Estado passava por reforma. 

 Na quarta-feira, em entrevista a jornais brasileiros, Macri afirmou: "Na Argentina, todo mundo tem a possibilidade de se expressar. Estimulamos que seja com respeito aos direitos dos demais". Ao fim do encontro, ele minimizou o impacto das manifestações, dizendo que também é alvo frequente.

Será a primeira visita bilateral de Temer - ele visitou China e EUA para reuniões do G-20 e da ONU. A chegada do presidente brasileiro a Buenos Aires está marcada para as 10h45. Ele e parte de seu gabinete terão uma reunião no local com Macri às 11h30. Os dois grupos almoçam às 13h30 e a comitiva brasileira parte às 15h40 para Assunção, onde será recebida pelo líder paraguaio Horacio Cartes para uma reunião e jantar. 

No lado brasileiro, estarão os ministros da Indústria e Comércio, da Defesa, da Justiça, Segurança Institucional e Relações Exteriores.

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