Encontro de Dilma e Obama vai 'acelerar muito do trabalho pendente', diz embaixadora americana

Liliana Ayalde, da embaixada dos EUA no Brasil, manifestou suas expectativas para a aproximação entre os países na próxima reunião entre os presidentes, no dia 30 de junho

Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

13 Abril 2015 | 18h59

 RIO - Marcado para o dia 30 de junho, o encontro da presidente Dilma Rousseff com o presidente americano Barack Obama, em Washington, pretende avançar nas relações comerciais entre os dois países e também buscar cooperação nas áreas de defesa, inovação tecnológica, energia e meio ambiente, informou na tarde desta segunda-feira, 13, a embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde.

"Conhecendo a data do encontro, vamos acelerar as agendas. Esperamos que algumas coisas avancem para a visita e outras terão que ser agendadas para depois. A visita vai acelerar muito do trabalho pendente, temos muito entusiasmo para acelerar mecanismos de facilitar o comércio, gostaríamos de aproveitar a conjuntura para procurar parcerias em termos de inovação. É um bom momento para os dois países", afirmou a embaixadora ao Estado. Liliana Ayalde e um grupo de americanos que participam da feira de defesa e segurança LAAD, a partir desta terça-feira, 14, no Riocentro (zona oeste), reuniram-se no início da noite com o ministro da Defesa, Jaques Wagner. 

Depois da tensão entre os dois países causada pelas denúncias de espionagem por parte do governo americano, a embaixadora disse que repetiria as palavras de Dilma sobre o futuro da relação entre Brasil e Estados Unidos. "É o momento de avançar, estamos aproveitando para ter uma agenda robusta. Empresários, turistas, estudantes podem aproveitar este momento", afirmou. Para a diplomata, as dificuldades políticas e econômicas do Brasil não alteram a disposição de melhorar a relação comercial e promover outros acordos. "Todos os países passam por momentos difíceis. Nosso país economicamente também teve seu momento difícil. Neste momento achamos que nossa economia está muito forte. No caso do Brasil, acreditamos no País. Talvez um momento difícil este ano, no próximo ano, mas vemos uma parceria estratégica não para um ou dois anos, mas muito mais do que isso", declarou. 

Sobre o histórico encontro entre Obama e o presidente cubano Raul Castro, na Cúpula das Américas, no Panamá, Liliana Ayalde disse que a retomada das relações entre os dois países será "um processo". "Apostamos em uma abertura com Cuba. As coisas não vão acontecer de hoje para amanhã, mas os dois países têm intenção de diálogo, de procurar uma saída. Até sobre os temas que a gente não está de acordo. O fato de que o presidente Obama teve coragem de abrir o diálogo é algo que todos queremos aproveitar", afirmou.

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