Encontradas novas irregularidades no MST

Novas auditorias comprovam irregularidades envolvendo cooperativas ligadas ao MST. Desta vez foi em Pernambuco, onde o movimento fez protesto esta semana, depredando as instalações da Usina Aliança. Segundo relatórios do Incra, as cooperativas de produção agropecuária de Serra dos Quilombos (Coopasq) e do Assentamento Catalunha (Coopacat) desviaram recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Segundo as auditorias, a Coopasq desviou R$ 50 mil. O desvio "estimado" da Coopacat é de R$ 300 mil, mas ainda depende de análise técnica mais apurada para confirmação final.Na Coopasq foi confirmada a cobrança de "porcentual" dos recursos do assentamento "em benefício do MST". Na Coopacat ficou comprovada a "dilapidação do patrimônio público", na venda de 19 pivôs do projeto de assentamento. Há uma extensa lista de irregularidades nas duas cooperativas, que será enviada ao Ministério Público Federal. A Coopasq é acusada de intermediar recusos dos assentados mesmo com a "inexistência de documentação". Na Coopacat, a auditoria constatou que há "ineficiência dos controles administrativos e operacionais." A auditoria deixa claro que a culpa pelos desvios não é só dos sem-terra. O agente financeiro que intermediou os financiamentos com recursos do Pronaf, o Banco do Nordeste (BNB), segundo a auditoria, liberou recursos "mesmo com a constatação de irregularidades." Houve ainda a liberação de recursos sem a constatação de que o trabalho fora executado. Para a Coopacat, o BNB liberou dinheiro sem a apresentação de notas fiscais e recibos. Houve ainda "pagamentos de despesas alheias ao projeto de financiamento." A direção nacional do MST vai tentar comprovar que vinha afastando do movimento todas as pessoas envolvidas em irregularidades. O MST quer preparar um levantamento com os nomes de diretores de cooperativas que foram "desligados" do movimento, no momento em que foram surgindo as denúncias.

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