Encerramento da sessão da Câmara gera polêmica

O deputado Aloizio Mercadante (PT-SP) protestou contra a decisão do presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), de encerrar a sessão desta tarde sem fazer a leitura dos projetos da ordem do dia. Ele protestou também contra o fato de Aécio não ter comunicado aos presidentes das comissões que estavam reunidas com o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, que o início da ordem do dia ocorreria impreterivelmente às 16 horas. "Isso foi uma molecagem. Ele nunca esteve aqui para iniciar a ordem do dia às 16 horas". E questionou: "Se era para iniciar a ordem do dia às 16 horas, por que ele deixou marcar a audiência com o Armínio Fraga para as 14 horas?" Segundo Mercadante, a dificuldade para se votar as matérias que estão na ordem do dia não é a presença dos deputados. Ele ressaltou que é a turbulência na base do governo que está fazendo com que o PFL obstrua as votações para não permitir a conclusão da votação da proposta de emenda constitucional que prorroga a CPMF.Já o líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira(PSDB-SP) afirmou que acredita que a decisão de Aécio Neves motivará os deputados a comparecerem amanhã, a partir das 16 horas, em plenário, para iniciar a votação. Com relação à discussão de medidas provisórias, a expectativa de Madeira é de que será possível votar tanto a MP 9, que trata do endividamento agrícola, quanto a MP 14, que trata do setor elétrico. Segundo ele, no caso da MP 9 serão necessárias oito votações para retirar as oito emendas incluídas pelos senadores. Se houver êxito nestas oito votações, o plenário poderá iniciar a votação da MP 14. Para Madeira, até amanhã, na hora da votação da MP 14, já estará fechado um acordo da base governista com o PFL para a sua aprovação. "O texto de Aleluia (do relator, deputado José Carlos Aleluia) será a base para o entendimento, mas não haverá acordo com a oposição", disse Madeira. Segundo ele, para haver o acordo na base governista serão necessárias "alterações pontuais" no texto.

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