Empresas negam irregularidades em voos de Cabral e ex-primeira-dama

Quantidade de viagens de ex-governador e Adriana Ancelmo, que estão presos em Bangu, desperta a atenção de investigadores da Operação Calicute

MARCIO DOLZAN, MARIANA SALLOWICZ e MONICA CIARELLI, O Estado de S.Paulo

23 Dezembro 2016 | 05h00

RIO - O empresário Eike Batista, sócio da empresa que controla o jato PROGX, disse em comunicado que, conforme já divulgado, colocou seu avião à disposição do ex-governador do Rio Sérgio Cabral Filho (PMDB) em algumas ocasiões. 

“O empresário não tinha contrato de prestação de serviço nem recebia pagamentos do Estado. Pelo contrário, usava recursos próprios para patrocinar atividades típicas do poder público, como a Olimpíada, a implementação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), despoluição da Lagoa Rodrigo de Freitas e auxílio a projetos culturais e sociais”, informou a assessoria de Eike.

“Suas empresas respondiam também por parte considerável da arrecadação de impostos do Estado”, acrescentou a assessoria de Eike, por meio de nota.

A Vale, proprietária do avião PPVDR, afirmou que Adriana Ancelmo nunca viajou no aparelho e atribuiu a citação do prefixo do avião a um possível erro. 

Responsável pelo PRAVX, a CB Air Táxi Aéreo informou que não operava o aparelho na época das viagens do casal. A Líder Taxi Aéreo, responsável pelos aviões PT JAA e PPMMF, informou que não comentaria o caso. Os advogados de Cabral e Adriana Ancelmo não foram localizados. 

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