Empresas lideram lista de doadores a partidos, informa TSE

Bancos, construtoras e frigoríficos foram as principais fontes de recursos das siglas na campanha eleitoral de 2010

04 de maio de 2011 | 21h09

BRASÍLIA - A análise das prestações de contas mostra que as empresas foram as principais doadoras para os partidos políticos no ano passado. Entre os doadores estão bancos, construtoras e frigoríficos. Da receita total de R$ 722,7 milhões obtida pelos 12 maiores partidos, R$ 507,9 milhões vieram de doações de empresas.

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Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou um levantamento da Receita Federal segundo o qual 3.996 das 19.658 empresas fizeram doações irregulares, desrespeitando limites impostos pela lei. Pela legislação, uma empresa pode doar no máximo 2% de seu faturamento bruto informado no ano anterior. Segundo dados da Receita, R$ 142 milhões foram doados ilegalmente.

 

Conforme as prestações de contas dos 12 maiores partidos, as pessoas físicas contribuíram com apenas R$ 25,6 milhões. Especialistas em direito eleitoral acreditam que o ideal seria que os candidatos recebessem mais dos eleitores - que cobrariam o cumprimento de promessas de campanha - do que de empresa - que poderiam ter interesses econômicos na eleição de um determinado político.

 

Em 2010, foi inaugurado o sistema de doação por meio da internet para ser uma ferramenta incentivadora de arrecadação entre eleitores, mas a ideia não pegou. Recentemente, o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, informou que as doações pela internet representaram apenas 0,022% do total.

 

Proporcionalmente, o PV foi o partido que mais recebeu doações de pessoas físicas: R$ 5,4 milhões arrecadados com empresas e R$ 5,36 milhões com pessoas físicas. A presidenciável do partido, Marina Silva, foi a que mais usou a internet na campanha ao enviar mensagens a 12,5 milhões de internautas.

 

Outra fonte de receita para as siglas foi o fundo partidário, que rendeu R$ 173,3 milhões para as maiores legendas. Os dízimos pagos por políticos desses partidos somaram R$ 7,7 milhões.

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