Empresas e universidades devem formar redes para pesquisa e desenvolvimento

A formação de redes entre universidades, institutos de pesquisa e empresas para projetos de pesquisa e tecnologia é uma tendência que deverá se solidificar no Brasil, como aconteceu em diversos países. Segundo Carlos América Pacheco, secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), esta foi uma necessidade imposta pelo aumento dos custos de projetos de pesquisa e desenvolvimento para as empresas. "No setor de fármacos, esse custo atualmente é de 17% nos Estados Unidos, e até pouco tempo atrás estava entre 6 e 7%", disse ele, hoje durante o evento Campinas Inova, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que discutiu o papel das universidades no processo de inovação.De acordo com ele, o Brasil tem de 30 a 40 redes de pesquisa e desenvolvimento (P&D) com empresas como participantes. Pacheco disse que essa proliferação das redes só foi possível por causa do desenvolvimento da tecnologia da informação.Graças a isso, laboratórios de várias regiões do Brasil se integram nos projetos, como acontece atualmente com as 12 empresas, sete universidades e três unidades da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) que integram o programa nacional de seqüenciamento dos genes do eucalipto.Dessas redes participam empresas - muitas vezes concorrentes - , universidades e institutos de pesquisa e governo. "As redes não acontecem por acaso, pode ter a iniciativa de agências de governo", respondeu ele, quando questionado sobre se o papel do Estado é o de articulação dos integrantes das redes. "Se não souber escolher as lideranças dessas redes para transformar a idéia em projeto real, não decola", completou. Esses líderes devem ter competência técnica e empresarial, segundo Pacheco.

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