Empresários reúnem 300 em protesto contra CPMF

Empresários que respondem por boa parte do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro promoveram ontem manifestação contra a prorrogação da CPMF. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, o presidente da Associação Comercial, Alencar Burti, e representantes de vários outros setores da indústria, do comércio e de serviços reuniram cerca de 300 pessoas no auditório do Sindicato das Empresas de Contabilidade (Sescon), na região central. Eles consideram o tributo "injusto e inibidor do crescimento".Skaf e o grupo depositam suas fichas no Senado. Eles já dão como certo que, na Câmara, salvo surpresas de última hora, o governo deve conseguir aprovar a proposta de emenda à Constituição que prorroga o tributo."Na Câmara, a influência do governo é grande. No Senado, a situação é mais equilibrada. Temos a expectativa de conseguir o apoio de 35 senadores, quando precisamos de 33 para rejeitar o imposto", justificou Skaf. O governo precisa de 49 votos de senadores em duas votações para prorrogar o tributo. "A cobrança desse tributo injusto encerra-se no último dia deste ano. Na prática, será criado um novo imposto", afirmou Burti.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.