Empresários reclamam de manutenção do ISS

Ao fim da reunião com o presidente Lula, os empresários avaliaram que a proposta de reforma tributária está no "rumo certo", mas reclamaram da manutenção do Imposto sobre Serviços (ISS), que é municipal. De modo geral, eles esperam que a racionalização tributária e o crescimento econômico e da arrecadação obriguem o governo a fazer mais desonerações e reduzir a carga de impostos.Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro disse que a proposta é "o triunfo da idéia de buscar o sistema tributário harmonizado com o padrão internacional". Mas lamentou a adoção de três sistemas de tributação sobre o valor agregado: o IVA, o ICMS e o IPI. "Eu também gostaria de ter a base de serviços incorporada ao sistema." Apesar disso, ele afirmou que a indústria deve apoiar a reforma.Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), disse que o desafio é buscar alíquotas menores e prazos maiores. Para Robson Braga, da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, é preciso "avançar mais rápido na redução da carga". Jorge Gerdau, do grupo Gerdau, gostou da proposta, mas defende votação rápida, "porque outras reformas precisam ser aprovadas". É a mesma opinião do presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy. Para ele, a reforma será o primeiro passo para a modernização da legislação na área econômica. "Houve mudança radical no comportamento dos negócios e a legislação continuou enferrujada."Já os secretários estaduais de Fazenda receberam com desconfiança a proposta, reclamando da falta de detalhes e da intenção do governo de punir os Estados que derem incentivo fiscal sob o novo sistema. "Preciso analisar o texto", limitou-se a dizer o secretário de São Paulo, Mauro Ricardo Costa. "A reforma é um avanço importante, mas vai exigir diálogo", comentou o do Rio, Joaquim Levy.Milton Soares, da Paraíba, lamentou que os secretários não tenham tido acesso ao texto. Segundo o do Piauí, Antônio Neto, os governadores do Nordeste vão buscar posição conjunta.

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