Empresários reagem à criação da Adene

Empresários e políticos cearenses reagem à criação da Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene). Capitaneados pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), os empresários organizaram uma comissão para fazer estudos e acompanhar a análise da Medida Provisória (MP) 2.146, reeditada ontem, que extingue a Sudene e a Sudam. Eles tentam modificar a MP antes que a mesma seja transformada em Lei e defendem a ampliação das verbas da Adene incluindo a obtenção de recursos extra-orçamentários, a continuidade dos projetos regulares da Sudene e que os recursos permaneçam sendo operacionalizados pelo Banco do Nordeste (BN)."Se esse gerenciamento for tirado do BN, haverá o enfraquecimento do banco e, mais tarde, estaremos discutindo também a sua extinção", argumenta o superintendente da Bolsa de Valores Regional (BVRg), Raimundo Padilha. Estudo feito pelo empresário e economista cearense, Francisco Lima Matos, e pelo ex-deputado federal Firmo de Castro mostra a necessidade de investimentos públicos anuais no Nordeste de R$ 7 bilhões a R$ 10 bilhões em estrutura hídrica, energética e turística. Lima Matos afirma que a transferência de verbas federais para a região vem definhando há muito tempo, no ano passado foi de R$ 462 milhões.Hoje, o deputado José Pimentel (PT-CE) dará entrada, na Câmara Federal, com uma emenda substitutiva da MP, propondo a manutenção da Sudene e da Sudam, a criação de um conselho deliberativo tripartite (governo, empresários e trabalhadores) e uma gestão profissional do órgão com mandato definido. No dia 2 de junho, data em que a MP completa um mês, ela deverá ser novamente reeditada, já que ainda não passou pela aprovação do Congresso Nacional.

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