Empresários querem incentivo para políticas ambientais

Os empresários brasileiros vão pedir ao governo federal que crie incentivos fiscais destinados a pequenas e médias empresas interessadas em reduzir a poluição e o desperdício de recursos naturais. O pedido faz parte das propostas do setor empresarial brasileiro que serão incluídas na Agenda 21 - o documento-base que será debatido na Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontece em Johannesburgo entre 26 de agosto e 4 de setembro.Hoje representantes de entidades empresariais de todo o País se reuniram na Barra da Tijuca, zona sul do Rio, para finalizar as propostas da categoria. A Agenda 21 brasileira é composta de documentos de diferentes setores da sociedade - além de empresários, entidades não-governamentais e governo também apresentaram idéias. O objetivo da conferência, sediada na África do Sul, é reunir as agendas 21 dos diversos países-membro das Nações Unidas e fazer com que os países possam criar, juntos, compromissos para garantir desenvolvimento sustentável mundial.No encontro de hoje, empresários da indústria, agricultura, comércio e transportes discutiram com representantes do ministério suas idéias. Um dos desafios é ampliar as ações ecoeficientes em pequenas e médias empresas. "Essas empresas têm pouco capital para ter consultoria sobre meio ambiente e desenvolver projetos nesse sentido", disse Fernando Almeida, presidente-executivo do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).Por isso, o grupo quer que o governo crie formas de abater impostos para empresas que investem no uso responsável do meio ambiente. "Queremos ampliar o conceito de responsabilidade ambiental para, com isso, transformar o processo produtivo em mais limpo", explicou Almeida. Há mais de um ano o CEBDS desenvolve um projeto bem-sucedido nessa área. Em quatro Estados brasileiros, o conselho ajuda pequenas e médias empresas a produzir dentro dos padrões "ecologicamente corretos". "Em algumas dessas empresas, além de reduzir a poluição, conseguimos ainda baratear os custos da produção porque diminuímos o desperdício", conta Almeida.

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